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Atrasos
Um distúrbio de linguagem na criança pequena, em geral é determinado
comparando-se o funcionamento de linguagem desta com o da mesma idade com
desenvolvimento "normal". Os sinais de um distúrbio de linguagem mudam ao
longo do tempo, uma vez que levamos em consideração o crescimento e
desenvolvimento das crianças. Quando as habilidades pré-verbais
(compreensão, olhares, gestos, sons guturais) e verbais (palavras e frases)
iniciais não se desenvolvem, há motivos justificados para preocupação.
O atraso de linguagem pode muitas vezes ser o primeiro sinal de uma
alteração no neurodesenvolvimento. Algumas crianças apresentam perturbação
no desenvolvimento da linguagem que não pode ser explicado por déficits de
percepção sensorial, capacidades intelectuais ou funcionamento motor ou
sócio-econômico. Essas crianças podem ser diagnosticadas como distúrbio
específico de linguagem ou outros quadros afins. Suas dificuldades surgem à
medida que elas se desenvolvem, e os pais começam a perceber problemas no
desenvolvimento lingüístico por volta dos dois anos de idade. Neste momento,
a maioria das crianças de desenvolvimento normal está acrescentando
vocabulário novo ao seu repertório de palavras e é comunicadora
entusiástica. As crianças com distúrbio de linguagem utilizam vocabulário
mais restrito e apresentam problemas para comunicar suas necessidades.
Segundo Capovilla, atraso de linguagem é o problema de desenvolvimento mais
comum em pré-escolares e pode se correlacionar com distúrbios posteriores de
aprendizagem. Entre outras provas, é identificada via avaliação do número de
palavras faladas e compreendidas, já que aos 2 anos o vocabulário expressivo
mínimo é de 50 palavras com combinações de 2-3 palavras. Metade das crianças
com atraso de fala aos 24-30 meses pode apresentar atraso severo entre 3-4
anos.
Os atrasos de linguagem podem acarretar dificuldades em toda a vida do
sujeito, pois a aquisição de linguagem acontece como uma continuidade
durante todo o desenvolvimento. É imprescindível que essas crianças sejam
encaminhadas à avaliação fonoaudiológica, orientação familiar e possíveis
encaminhamentos para otorrinolaringologista, neurologista, psicólogo ou
outros profissionais que se façam necessários.
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