Idosa é atropelada no centro da cidade
Uma mulher de 70 anos foi atropelada na manhã desta de ontem, dia 8, por volta das 11h, na esquina das ruas Júlio de Castilhos e 15 de Novembro, logo após a faixa de segurança. O acidente envolveu o motorista de um Fiat Uno de cor branca, com placas de Caçapava do Sul.
A vítima, Maria Neli Correa da Rosa, caiu no paralelepípedo e bateu a cabeça. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) f
oi chamado para socorrê-la. Inúmeros populares se aglomeraram no local.
Conforme o Samu, dona Maria sofreu um corte profundo na nuca e foi levada ao Pronto Socorro e depois encaminhada ao Hospital de Caridade Dr. Victor Lang, onde está passando por vários exames médicos.
APAE completa 44 anos
Neste sábado, dia05, aAssociação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Caçapava do Sul – APAE, realizou um chá durante a tarde nas dependências do CTG Sentinela dos Cerros, para comemorar os 44 anos da instituição.
O evento reuniu dezenas de pessoas, entre alunos, pais, professores e funcionários da Escola. Durante a programação, além do Chá, aconteceu diversas apresentações artísticas da comunidade escolar, tornando o ambiente muito agradável.
Segundo a Presidente da APAE, Rosane Abdala, é muito gratificante fazer parte desta bela entidade, principalmente pelo empenho da comunidade escolar em ajudar a APAE neste momento tão difícil que atravessa a instituição. “ Vivemos um problema financeiro muito sério por conta do atraso no repasse das verbas públicas, com isso, a APAE está se mantendo com essas promoções que realiza e continuar com esse trabalho que é realizado com os 130 alunos que freqüentam atualmente da entidade”, disse Rosane.
A Presidente comentou ainda, que não é fácil manter essa estrutura que a APAE oferece hoje, como professores especializados, médicos e profissionais necessários para dar todo o suporte aos alunos portadores de necessidades especiais. “ São com eventos como este que nos da força para continuar e fazer o melhor para essas pessoas que necessitam tanto de carinho”, finalizou a Presidente
Aula Magna na UNIPAMPA Caçapava do Sul abordou valorização profissional
O Campus Caçapava do Sul da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) promoveu sua Aula Magna do primeiro semestre de 2012, com uma palestra sobre Cidadania e Valorização Profissional, proferida pelo engenheiro e professor Francisco Carlos Bragança, diretor do Sindicato dos Engenheiros (SENGE) e Conselheiro da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul/SERGS. A palestra foi realizada no dia 19 de abril, com início às 19h, no auditório do Campus Caçapava do Sul.

Na Aula Magna, à qual compareceram cerca de cem pessoas, o professor Bragança falou sobre a forma como os profissionais das áreas como as Engenharias e a Geologia, por exemplo, são percebidas pela sociedade. A percepção acerca do profissional pela sociedade depende das atitudes de cada integrante da profissão, na visão exposta na palestra. Alguns dos tópicos abordados apontaram para escolhas individuais que repercutem na construção de uma imagem, pela sociedade, a respeito da profissão.
O palestrante afirmou que a valorização profissional deve ser aferida não pelos ganhos obtidos em uma atividade profissional, e sim pela avaliação sobre se ela é socialmente positiva. Nesse sentido, os profissionais da área de meio ambiente devem decidir qual das vertentes conceituais que pretendem seguir em suas carreiras: a opção pelo conservacionismo, pelo ambientalismo ou por posturas mais radicais irá produzir efeitos concretos no desempenho profissional de cada um, detalhou o palestrante. Cada uma das escolhas representa a necessidade de cuidado permanente com as contradições entre os princípios esposados e a realidade, e com o respeito ao próximo como elemento essencial para a convivência em uma sociedade democrática.

O professor Bragança também destacou que o ambiente universitário deve ser um espaço de debates e resultados. A universidade deve ser, por princípio, o local da contradição, da crítica e da busca incessante pela inovação, tanto tecnológica quanto social. Em suma, a universidade deve ser geradora de transformações sociais como instituição de Estado.
O palestrante
Francisco Carlos Bragança é engenheiro civil com Mestrado em Ciências Geodésicas e Doutorado em Gestão Ambiental. Professor do IPH/UFRGS e professor colaborador do Laboratório de Sistemas de Transportes (LASTRAN/UFRGS); foi também professor no curso de Engenharia da PUCRS, presidente do Conselho Fiscal da CEEE, vice-presidente da Sociedade de Engenharia do RS (SERGS), conselheiro do CREA-RS, conselheiro do CONSEMA/RS, conselheiro do COMTU/PMPA.
Fonte: Heleno Rocha Nazário – Jornalista
Morre vítima de acidente em São Sepé
Homem caiu de um equipamento durante o trabalho
Ele estava internado desde o dia 18, quando caiu de uma moega (espécie de funil gigante) de uma arrozeira em São Sepé. Na queda de cerca de oito metros, Aires sofreu múltiplas fraturas e, após 10 dias, não resistiu aos ferimentos. Ele foi enterrado na tarde de sábado, no Cemitério de São Sepé.
Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta semana
Meta é imunizar 24,1 milhões de brasileiros até o dia 25 de maio
Começa no próximo sábado a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que vai proteger também contra a influenza A (H1N1) — gripe suína. A meta é imunizar 24,1 milhões de pessoas até o dia 25 de maio.
Devem procurar os postos de saúde idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, grávidas em qualquer período da gestação, indígenas e profissionais de saúde.
Crianças que serão vacinadas pela primeira vez deverão tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Aquelas que já receberam uma ou duas doses da vacina no ano passado deverão receber apenas uma este ano. Os demais grupos deverão tomar dose única.
Ao todo, 65 mil postos e 240 mil profissionais de saúde em todo o país vão distribuir as doses. Serão usados 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. No sábado, os postos de saúde funcionarão das 8h às 17h.
Em 2011, de acordo com dados do ministério, 25,134 milhões de pessoas foram vacinadas – 84% do público-alvo definido. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírus Influenza H1N1. Ao todo, 53 óbitos foram confirmados. Também no ano passado, houve queda de 44% nos casos graves da doença, que totalizaram 5.230.
AGÊNCIA BRASIL
ABCD tem jurado para a Expointer
Com um extenso currículo de participações em feiras nacionais e internacionais, Flávio Montenegro Alves foi escolhido pela Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD) para jurado na Expointer 2012. O veterinário tem uma relação estreita com a raça, da qual é técnico há 20 anos, e tem experiência nas pistas de Esteio. Alves já avaliou exemplares Angus e Hereford em edições anteriores da feira e animais Devon em exposições por todo o interior do Rio Grande do Sul. A experiência em julgamentos foi solidificada após participação em exposições do Paraná, de São Paulo, do Uruguai e da Argentina. (Correio do Povo).
As oito principais dúvidas sobre o novo Código Florestal
A votação final do novo Código Florestal, na noite da quarta-feira (25-04), deixou muita gente na dúvida sobre o que realmente foi aprovado e sobre como isso afeta a produção rural e o meio ambiente. Por isso, o Sou Agro recuperou o texto-base e os destaques aprovados pela Câmara dos Deputados e ouviu uma das assessoras técnicas da Câmara que trabalharam no documento, a advogada Samanta Pineda, para responder as oito principais questões que geraram confusão na imprensa.
1. Há anistia a desmatadores?
Não. Os produtores que desmataram acima do permitido por lei até julho de 2008 poderão regularizar sua situação ambiental caso se comprometam com um Programa de Regularização Ambiental e entrem para o Cadastro Ambiental Rural. Se o produtor não aderir a esses programas, ou descumpri-los, voltam a valer todas as multas por descumprimento ao antigo Código Florestal.
2. A versão final da Câmara desobrigou os produtores de aderir ao Cadastro Ambiental Rural?
Não. O trecho do texto do Senado que foi suprimido pelos deputados apenas diz respeito ao prazo para adesão. Pela versão do Senado, os proprietários que quisessem se regularizar teriam que aderir ao CAR em no máximo cinco anos. Mas como o governo pode demorar para oferecer não se sabe como o governo vai operacionalizar o sistema, o relator Paulo Piau sugeriu suprimir do texto esse prazo, pois a demora do sistema público poderia prejudicar os produtores. No entanto, continua valendo a obrigatoriedade de adesão ao CAR para poder regularizar desmatamentos anteriores a julho de 2008. A exigência também vale para os pequenos produtores, mas o CAR para esses agricultores será mais simples, sem exigir mapas detalhados, por exemplo.
3. As matas ciliares ficaram desprotegidas?
Não. A faixa que os produtores precisam manter de mata ciliar para novos desmatamentos continua a mesma. Só foi reduzida a faixa que precisa ser recomposta nos casos em que o desmatamento ocorreu antes de julho de 2008. Ou seja: as matas ciliares que estão de pé continuam protegidas da mesma forma.
No entanto, o método de medição da largura dos rios foi alterado, e é isso que define o tamanho da área de preservação permanente (APP) que precisa ser mantida em cada margem. Rios de até 10 metros de largura, por exemplo, precisam de 30 metros de APP de cada lado. A largura dos rios, que era medida pelo leito maior atingido durante a cheia, agora passa a ser medida pela calha regular. Mas atenção: isso não libera produtores a reduzir suas APPs já existentes. Caso a mudança de medição diminua o tamanho da APP exigida, o excedente de mata ciliar poderá ser usado para a compensação de déficits de reserva legal de outras propriedades, por exemplo, mas jamais poderá ser desmatado.
4. O novo Código pode gerar mais desmatamento?
Não, mas há quem afirme que ele pode desestimular o cumprimento da lei. As flexibilizações que o novo Código traz para o cumprimento de APPs e reservas legais só se referem a áreas que já foram desmatadas, e não a áreas que ainda estão preservadas. Ou seja, para novos desmatamentos, continuam valendo as regras do Código antigo e suas alterações. Um exemplo são as APPs nas margens dos rios. No caso das APPs em beira de rios com menos de 10 metros, por exemplo, as grandes propriedades só terão que recompor 15 metros de mata em cada margem. Mas para quem quiser desmatar hoje, será obrigatório que na mesma situação sejam mantidos 30 metros.
Para alguns ambientalistas, essa medida vai premiar quem desmatou no passado e punir quem preservou, o que desestimularia o cumprimento da lei. Mas muitas áreas foram desmatadas antes de o conceito de APP aparecer na ciência ou na legislação, por isso os limites aplicados pelo Código Florestal não poderiam valer para o passado. A solução intermediária encontrada foi manter a rigidez sobre novos desmatamentos e reduzir apenas parcialmente a necessidade de recomposição de APPs.
5. Mas a soma de reserva legal e APP não vai resultar em novos desmatamentos?
Não, porque as APPs e reservas legais preservadas hoje não podem mais ser derrubadas. O Código em vigor define que as propriedades mantenham todas as APPs (encostas íngremes, topos de morro, restingas, beiras de rio) mais um percentual de reserva legal (80% no bioma amazônico, 35% no Cerrado da Amazônia Legal e 20% no resto do País). Esses percentuais foram mantidos, mas os produtores agora poderão computar as APPs dentro dessas áreas. Mas o novo Código é claro: caso esse novo cálculo resulte em uma “sobra” de reserva legal na propriedade, essa área não poderá ser desmatada. O excedente de mata só poderá ser usado como servidão ambiental, para compensar a falta de reservas legais em outras propriedades do mesmo bioma.
6. Os pequenos produtores foram beneficiados?
Sim. Em propriedades com menos de quatro módulos fiscais não haverá obrigatoriedade de recomposição de reservas legais, caso essas matas ainda não existam. No caso das APPs, os pequenos produtores terão que recompor 15 metros de faixa de APP para rios de até 10 metros de largura, mas as APPs a serem recompostas não podem superar a área de reserva legal. Em outras palavras, a recuperação de APPs ficará limitada a uma área igual a 20%, 35% ou 80% da fazenda, conforme a região do País. Mas sempre lembrando que isso vale apenas para a recuperação de áreas já desmatadas; APPs e reservas legais já existentes da agricultura familiar terão que ser mantidas.
Além do custo de abrir mão de áreas já produtivas, o que afetaria a renda do pequeno agricultor, a recuperação de áreas florestais pode ser extremamente cara. Trata-se de um serviço tecnicamente complexo, que exige a contratação de especialistas e a compra de mudas nativas, de alto valor.
7. Que regras valem para a recuperação de APPs de rios com mais de 10 metros de largura?
As faixas mínimas de APP serão determinadas pelos Programas de Regularização Ambiental (PRAs), a serem definidos por leis estaduais. Para os rios menores, o Código nacional definiu claramente um mínimo de 15 metros para rios de até 10 metros de largura, que precisa ser respeitado por todos os produtores. Acima disso, as assembleias legislativas deverão estipular as APPs mínimas a serem recuperadas, sempre lembrando que para novos desmatamentos continuam valendo as mesmas faixas de APP do antigo Código Florestal: de 30 a 100 metros em cada margem, dependendo da largura do rio.
8. As reservas legais na Amazônia foram reduzidas?
Depende do estado. O novo Código manteve a reserva legal no bioma amazônico em 80% da área das propriedades. Mas criou um novo dispositivo, que reduz essa reserva pela metade caso o estado em que está a propriedade tenha mais de 60% de seu território protegido em unidades de conservação (UCs) e terras indígenas. Atualmente, o único estado que tem essa condição é o Amapá, com cerca de 70% de sua área em UCs e terras indígenas formais. O princípio dos legisladores neste caso foi estimular o desenvolvimento e a atividade econômica em estados que protejam integralmente a maior parte do seu território.
Luiz Silveira – Agrolink
Inter vence o Grêmio por 2 a 1, conquista a Taça Farroupilha e garante vaga na final
Gols de Dátolo e Fabrício, para o Inter, e Werley, para o Grêmio, foram destaque em clássico que teve confusão entre Luxemburgo e gandula
Com um gol de Dátolo aos 35 minutos do primeiro tempo e outro de Fabrício aos 31 do segundo, o Inter venceu o Grêmio — que havia empatado com Werley aos 10 da etapa complementar — e garantiu vaga na final do Gauchão 2012 contra o Caxias. Pegado, brigado, marcado e com direito a confusão, o Gre-Nal 392 teve todos os ingredientes de um clássico. E premiou com o título da Taça Farroupilha a equipe que apresentou o melhor futebol na tarde deste domingo, no Estádio Beira-Rio.
Primeiro tempo
A tônica dos primeiros 15 minutos sofreu uma pequena alteração apenas quando Dátolo abriu o placar para o Inter, exatamente aos 35min58seg. A partir daí, o Inter passou a dominar melhor o meio e a tocar melhor a bola. Já o Grêmio seguiu insistindo nas jogadas pelo lado, nos lançamentos longos e nas bolas para a área. Sem sucesso. A etapa inicial terminou com um Inter jogando melhor futebol e com um Grêmio sem chances de gol, tentando o ataque de maneira tímida.
Foi um primeiro tempo típico de um Gre-Nal decisivo. Marcado, pegado, sem espaços. Toda vez que um jogador de Inter ou Grêmio tentavam um passe de pouco mais de cinco metros, o marcador normalmente levava vantagem. Os atacantes tentavam. As defesas travavam. O setor ofensido de meio buscava a articulação, mas o número de passes errados foi constante muito devido à marcação: firme, ligada, bem posicionada, anulando qualquer possibilidade de chegada próxima à área.

Gre-Nal teve na marcação uma de suas características
Foto: Mateus Bruxel
O jogo começou com um atraso de pouco mais de quatro minutos, às 16h04min, logo após o Grêmio entrar em campo com todo o grupo, titulares e reservas, sem divulgar a escalação. Depois, confirmou-se Miralles, Bertoglio e André Lima no ataque. Ousado para um Gre-Nal, decisivo para um título, talvez. Compacto atrás e com três homens de frente, o Grêmio começou melhor, errando menos passes e retendo melhor a posse de bola. Ao Inter, sobrou recuar um pouco para depois se estabilizar na partida, apesar de igualmente se apresentar bem na marcação.
Logo aos 2min43seg, André Lima foi lançado. Ao proteger a bola que corria na direção de Muriel, Moledo recebeu o cotovelo do atacante gremista. Revidou com um olhar feroz e uma reclamação veemente ao árbitro Márcio Chagas da Silva. Aos três minutos, Miralles foi lançado. O impedimento marcado não existia. Índio estava na mesma linha do atacante gremista, que partiria livre na direção de Muriel.
A primeira chance efetiva de gol surgiu aos 10 minutos. Na verdade, as duas primeiras, uma para cada lado. Primeiro, Fabrício recebeu passe de Dátolo na ponta esquerda e cruzou para Damião. Sozinho, ele cabeceou para o gol. Victor, firme, fez boa defesa. No contra-ataque, Fernando arrancou pela direita e tentou atravessar a bola para Miralles, que, pela esquerda, entrava livre. O passe saiu muito forte.

Miralles (E) tenta se desvencilhar de Sandro Silva
Foto: Diego Vara
Duas reclamações devido a possíveis pênaltis ficavam evidenciadas: primeiro, Guiñazu chutou a gol e Werley levantou o braço. Em virtude do desvio, o árbitro marcou escanteio. Minutos depois, o Grêmio cobrou flata para a área e Werley chutou. A bola encontrou o braço, esticado, de Sandro Silva. Márcio Chagas, de novo, nada marcou.
O clássico seguiu ríspido, pegado, marcado e, com 19 faltas, terminou a primeira etapa com quatro cartões amarelos: Sandro Silva, Damião e Jackson, pelo Inter, e Pará, pelo Grêmio. Apesar disso, o Inter se impôs. Passou a tocar a bola com mais qualidade no meio e a explorar as saídas rápidas depois das investidas do Grêmio pelas pontas e pelo meio. Até que o gol.
Aos 35min58seg, Tinga recebeu passe de Jajá na intermediária e cruzou para Damião, que dominou no peito, mas, desequilibrado, teve o domínio impedido por um leve toque de Gabriel. O lateral gremista tentou afastar, mas o toque saiu fraco e a bola sobrou limpa para Dátolo, que, de perna direita, emendou no canto direito de Victor: 1 a 0 Inter.
O gol acendeu o Inter e, de certa forma, desestabilizou o Grêmio. No fim, aos 44 minutos, o Grêmio alçou bola para a área em cobrança de falta. No contra-ataque, Moledo lançou Tinga, que tocou para Jajá e recebeu de volta já na entrada da área, frente a frente com Victor. E o goleiro brilhou. No chão, defendeu firme o chute rasteiro do meio-campista colorado.
Segundo tempo
A saída para o Grêmio levou o time de Luxemburgo ao ataque logo nos primeiros segundos. Marquinhos substituiu Miralles com a clara intenção de preencher o meio e tirar os espaços de Tinga, Dátolo e Jajá. André Lima saiu para a entrada de Marcelo Moreno. Com a bola recuperada, o Inter partiu com Guiñazu, que recebeu uma “gravata” de Marquinhos. Novamente no ataque, o Grêmio conseguiu o seu primeiro chute a gol na partida aos três minutos da segunda etapa. Pará recebeu na ponta esquerda, driblou Jackson e arriscou. Por cima.
Aos nove minutos, o empate gremista. Ao tentar atrasar uma bola aparentemente fácil para Muriel, Moledo tocou fraco e Marcelo Moreno arrancava para empatar o jogo. Depois do erro, o zagueiro colorado cometeu a falta e recebeu cartão amarelo. Irritado, Dátolo atravessou o campo para reclamar do companheiro. Apontando para a lateral, o argentino esbravejava como se previsse o futuro. Na cobrança, Fernando chutou com precisão, no canto de Muriel, que raspou. A bola tocou na trave e voltou para Werley, que encheu o pé para deixar tudo igual: 1 a 1.

Werley empata para o Grêmio após rebote de falta cobrada por Fernando
Foto: Diego Vara
Aos 20 minutos, o lance polêmico do jogo: Jajá recebeu passe de Guiñazu e arriscou o chute, forte, defendido por Victor para escanteio. Dátolo cobrou rapidamente depois de o gandula posicionar a bola com agilidade. Victor segurou firme. Mas, devido ao fato, Luxemburgo deixou a casamata irritado e partiu na direção da linha de fundo para cobrar o porquê da agilidade do gandula, que teria sido agredido pelo técnico. Ambos foram expulsos depois de um princípio de confusão. Feita a cobrança, Marcelo Moreno afastou para o Grêmio.

Luxemburgo: após confusão com gandula, técnico foi expulso por Márcio Chagas
Foto: Diego Vara
Aos 25min, o Grêmio chegou bem com Pará pela ponta esquerda. O lateral recebeu passe de Moreno, driblou Jackson e cruzou para atrás, para Marquinhos. Livre, o meia chutou rasteiro, no canto direito de Muriel, que fez grande defesa, embaixo. No rebote, Moreno estava impedido.
Aos 31, o desempate. Fabrício, que havia sofrido falta (inexistente) na ponta esquerda, foi para a área. Tinga cobrou e a zaga gremista afastou para trás, para escanteio, cobrado por Jajá. No cruzamento, a bola encontrou a cabeça de Fabrício, livre, que desviou para o meio do gol: 2 a 1 para o Inter.

Fabrício marcou, de cabeça, o gol da vitória do Inter
Foto: Mateus Bruxel
Esforçado, mas aparentemente abalado devido à expulsão de Luxemburgo, o Grêmio piorou técnica e taticamente nos últimos 15 minutos. E, com isso, as chances para o Inter vieram em sequência. Primeiramente, aos 35 minutos, com Damião, que passou por Fernando e chutou forte de fora da área para grande defesa de Victor. Um minuto depois, Gilberto Silva cometeu falta em Jô na entrada da área. Jajá cobrou. Victor voou. E a bola passou muito perto do poste esquerdo do goleiro gremista.
A partir daí, sem mais chances. Apenas posse de bola para o Inter e tentativas desesperadas de bola para a área para o Grêmio. Não havia tempo para mais nada. O Inter venceu e garantiu vaga na final do Gauchão 2012 contra o Caxias. O primeiro jogo será em Caxias. O segundo, em Porto Alegre.
FICHA TÉCNICA
INTER x GRÊMIO – Final da Taça Farroupilha – Gauchão 2012 – 29 de abril de 2012
Local: Estádio Beira-Rio
ESCALAÇÕES:
INTER:
Muriel, Jackson, Moledo, Índio e Fabrício; Sandro Silva, Guiñazu, Tinga e Dátolo (Jô); Jajá (Bolatti) e Leandro Damião. Técnico: Dorival Júnior.
GRÊMIO:
Victor, Gabriel, Gilberto Silva, Werley e Pará; Fernando, Souza e Marco Antonio e Bertoglio (Leandro); Miralles (Marquinhos) e André Lima (Marcelo Moreno). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
GOLS: Dátolo (Inter, aos 35min/1º tempo) e Fabrício (Inter, aos 31min/2º tempo); Werley (Grêmio, aos 10min/2º tempo).
Arbitragem: Márcio Chagas da Silva, auxiliado por Altermir Hausmann e Paulo Ricardo Conceição
Cartões amarelos: Sandro Silva, Leandro Damião, Jackson, Rodrigo Moledo (Inter); Pará, Bertoglio, Gilberto Silva (Grêmio).

